PERSPECTIVAS ECONÔMICAS DE 2024

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Já estamos em 2024 e o final de ano foi um momento complicado para alguns, especialmente no que diz respeito às questões comerciais. Enquanto para alguns o comércio trouxe dificuldades, para outros nem tanto. Nesse contexto, é importante analisar as perspectivas econômicas e entender os aspectos positivos e negativos. Para isso, contamos com a presença do historiador econômico Luiz Eduardo Simões de Souza, que compartilha sua visão sobre o assunto.

Luiz Eduardo ressalta que vivemos em um mundo dominado pelo capitalismo e que devemos ter uma perspectiva equilibrada, evitando o consumismo excessivo, mas também não deixando de aproveitar a vida. O economista destaca que o comércio é uma atividade humana antiga, que antecede o próprio capitalismo, e que é necessário separar o comércio em si do consumismo exacerbado.

Perspectivas para o Ano Novo

Luiz Eduardo comenta que muitas pessoas tendem a ir aos extremos quando se trata dessas questões. Ele acredita que o comércio é essencial para a economia, mas também reconhece que o consumismo pode se tornar uma patologia psicológica. No entanto, sem o comércio, não haveria economia, já que a demanda e a oferta são elementos fundamentais nesse processo.

O historiador econômico destaca que o comércio desempenha um papel importante nas festas de fim de ano, sendo responsável por realizar os desejos não realizados das pessoas. Ele ressalta que, como em qualquer área, o problema não está no instrumento em si, mas sim no uso que fazemos dele. Luiz Eduardo defende uma postura equilibrada, evitando o consumismo exagerado, mas também não chegando ao extremo de não fazer nada.

Quanto às perspectivas econômicas para 2024, o Serasa Experian projeta um crescimento do PIB em torno de 3%. Apesar de uma desaceleração no último trimestre, devido à retração no setor de agronegócio, Luiz Eduardo destaca o aumento de 0,6% no setor industrial nesse período, o que é um sinal positivo de recuperação. Ele acredita que as perspectivas para o próximo ano são bastante positivas.

Entendendo as Pesquisas do Serasa

O economista faz uma ressalva em relação à pesquisa do Serasa, que indicou um final de ano decepcionante em termos de vendas. Segundo ele, as pessoas interpretaram a pesquisa de forma equivocada, pois o Serasa não considerou as transações via PIX e cartão de débito ou crédito. Luiz Eduardo menciona outra pesquisa, realizada pela Cielo, que mostrou um crescimento nas vendas dos supermercados e hipermercados durante o período de Natal.

O historiador econômico enfatiza a importância de ler as notas metodológicas das pesquisas e tomar cuidado com a interpretação dos resultados. Ele destaca que o déficit zero não é uma meta realista, pois todo país saudável economicamente tem um certo nível de déficit público. Luiz Eduardo explica que o governo desempenha um papel importante na redistribuição do produto e que um déficit zero seria prejudicial para outros setores da economia.

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