PNAD COVID: IBGE divulga resultados iniciais

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Reportagem de Borges Júnior

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Os resultados iniciais da PNAD COVID, referentes às quatro semanas do mês de maio, foram divulgados nessa terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Trata-se de uma versão da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD Contínua). O estudo identifica os impactos da pandemia no mercado de trabalho e quantifica as pessoas com sintomas associados à síndrome gripal. De acordo com a pesquisa, cerca de 17,7 milhões de pessoas não procuraram emprego na última semana de maio por causa da pandemia de COVID-19 ou por falta de oportunidade na região onde vivem. Nesse período, outros 10,9 milhões já estavam desempregados e em busca de uma ocupação. Com isso, o país alcançou a marca de 28,6 milhões de pessoas que queriam um emprego, mas enfrentaram dificuldades para se inserir no mercado de trabalho.

O motivo?

Falta de vagas ou receio de contrair o novo coronavirus.

Em maio, o IBGE estima que 84,4 milhões de pessoas estavam ocupadas no país, embora 169,9 milhões estivessem em idade para trabalhar. Isso significa que menos da metade (49,5%) estava trabalhando no mês passado. Ainda de acordo com o levantamento, o país somava 29 milhões de trabalhadores na informalidade. São os empregados do setor privado sem carteira; trabalhadores domésticos sem carteira; empregados que não contribuem para o INSS; trabalhadores por conta própria que não contribuem para o INSS; e trabalhadores não remunerados em ajuda a morador do domicílio ou parente. A pesquisa identificou decréscimo nesse contingente, porém, ao longo do mês. Na primeira semana de maio, a taxa de informalidade foi de 35,7%. Já na quarta, ela havia recuado para 34,5%, com a redução de 870 mil postos de trabalho informais em relação ao início do mês.

Em relação aos sintomas, a PNAD COVID19 mostra que, na quarta semana de maio, 3,6 milhões de pessoas com sintomas de gripe procuraram atendimento médico em unidades da rede pública e privada de saúde no país. Mais de 80% desses atendimentos foram na rede pública de saúde. A pesquisa mostrou que os sintomas mais frequentes, foi a dor de cabeça, relatada por 10,2 milhões, seguido por nariz entupido ou escorrendo, queixa de 8,3 milhões, pela tosse, estimada em 6,5 milhões e por dor muscular, relatada por 5,9 milhões de pessoas.

No Maranhão, as dificuldades na coleta de dados têm marcado a pesquisa. Composta por 150 profissionais, entre entrevistadores, supervisores e coordenadores, a equipe vem encontrando dificuldades para efetivar as entrevistas. Feitas via telefone – duram, em média, 10 minutos. Cerca de 9.700 domicílios em 207 municípios do estado precisam ser alcançados pelo levantamento. Entre essas cidades, está Chapadinha, ela integra a microrregião que apresenta maior dificuldade na coleta de dados da PNAD COVID no Maranhão.

De acordo com o último boletim epidemiológico divulgado pela prefeitura municipal, Chapadinha soma 1.658 casos do novo coronavirus.

Durante as entrevistas, os moradores que receberem o telefonema podem confirmar a identidade dos agentes de coleta por meio do site Respondendo ao IBGE (respondendo.ibge.gov.br) ou do telefone 0800 721 8181, e informar matrícula, RG ou CPF do entrevistador.

Há também uma central de atendimento em que é possível confirmar se o número de telefone da ligação recebida realmente é de um entrevistador do IBGE. Em caso de impossibilidade de prestar os dados no momento da chamada, o informante pode agendar com o entrevistador o momento mais oportuno para que este retorne a ligação. A previsão é que, na última semana do mês de junho, com os dados mensais consolidados, o IBGE apresente dados por grandes regiões e unidades da federação, idade e sexo, entre outros indicadores mais detalhados de afastamento do trabalho e trabalho remoto. Esta etapa inicial da pesquisa está disponível no site do IBGEibge.gov.br

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