Mercado segue preocupado com possibilidade da uma nova onda de COVID-19

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A quinta-feira foi mais um dia de grande volatilidade, com preocupações da nova onda de contaminação da COVID-19 e receios com o comércio entre os EUA, China e zona do euro.

As bolsas chinesas não funcionaram devido ao feriado. As europeias tiveram ganhos, com declarações do Banco Central europeu, que os estímulos monetários e fiscais reduziram os riscos. As americanas fecharam em alta. O Ibovespa subiu 1,7%, aos 95.983 pontos com volume financeiro de 23 bilhões de reais.

O Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos registrou queda anual de 5% no primeiro trimestre de 2020, conforme a terceira estimativa. O número semanal de novos auxílios desemprego registraram 1,48 milhões de pedidos. O balanço patrimonial do Federal Reserve, o banco central americano, ficou em US$ 7 trilhões na semana. As participações em títulos do governo e dívida de hipotecas aumentaram em mais de US$ 52,8 bilhões.

O Federal Reserve divulgou os resultados de seus testes de estresse para 2020 e análises adicionais do efeito do coronavirus. O vice-presidente do FED, afirmou que, “o sistema bancário foi uma fonte de força durante esta crise e os resultados de nossas análises de sensibilidade mostram que nossos bancos podem permanecer fortes diante dos choques mais severos”.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15) que teve leve variação positiva de 0,02% em junho na comparação mensal. Já em 12 meses a inflação ficou em 1,92%.

O Banco Central do Brasil divulgou o Relatório Trimestral de Inflação com a nova projeção do Produto Interno Bruto (PIB) de 2020 com retração de 6,4%. Os investidores estrangeiros retiraram da Bovespa recursos no valor de R$ 150 milhões no dia 23/junho, no mês acumula R$ 2,20 bilhões e no ano de 2020 totalizam retiradas de R$ 74,6 bilhões. O governo brasileiro irá prorrogar o auxílio emergencial por mais três meses.

O dólar comercial registrou leve alta de 0,06% a R$ 5,32, o dólar futuro para julho subiu 0,07% aos R$ 5,353. Já o dólar turismo ficou em alta de 1,07% aos R$5,620. O petróleo tipo Brent subiu 0,66% aos US$41,39 o barril, o petróleo WTI teve alta de 2,71%, com o barril negociado aos US$39,04.

(Wagner Matos – Economista)

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