Reportagem de Borges Júnior
Sonora com o analista de planejamento do IBGE, João Ricardo Silva
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1 milhão e 71 mil pessoas apresentaram algum sintoma associado à síndrome gripal durante o mês de maio, no Maranhão. Números que equivalem a 15,1% da população, fazendo o estado figurar como o quinto maior do país. Esses dados integram as informações da primeira divulgação mensal da PNAD COVID19, realizada nessa quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento é uma versão da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua, realizada com apoio do Ministério da Saúde. O intuito é identificar os impactos da pandemia no mercado de trabalho e quantificar as pessoas com sintomas associados à síndrome gripal.
Os sintomas apresentados foram informados apenas pelo morador, não havendo necessariamente a existência de um diagnóstico médico. De acordo com João Ricardo, neste momento, não há como indicar qual o sintoma que se manifestou de forma dominante entre os maranhenses. Mas entre os avaliados estavam: febre, tosse e dificuldade de respirar. Trezentas e noventa e seis mil pessoas no Maranhão, o equivalente a 5,6% da população, manifestaram alguns desses sintomas conjugados de síndrome gripal, manifestações que poderiam estar associadas à Covid-19. Nesse caso, João pontua que o estado registrou o quarto maior percentual de pessoas nessa situação, em relação às demais unidades da federação.
Quando analisados os sintomas isolados, no universo de 1 milhão e 71 mil pessoas no Maranhão, que disseram ter desenvolvido algum sintoma, 190 mil procuraram um estabelecimento de saúde. Mas, em contrapartida, 879 mil acabaram não buscando atendimento, o que permite concluir, segundo João Ricardo Silva, que a maior parte da população, que desenvolveu apenas um sintoma, não procurou um estabelecimento de saúde.
Já em relação às pessoas com sintomas conjugados, a pesquisa mostra que 97 mil procuraram atendimento em estabelecimento de saúde, enquanto 299 mil não buscaram atendimento, percentual um pouco maior.
Criado para proteção social dos trabalhadores afetados pela COVID-19, o auxílio emergencial do Governo Federal alcançou 61,7% dos domicílios do Maranhão durante o mês de maio, percentual que colocou o estado em segundo lugar no país, atrás apenas do Amapá, com 61,8%. Já na posição oposta, com menos famílias que receberam o benefício, está Santa Catarina.
A PNAD COVID19 mapeou também os impactos da pandemia no mercado de trabalho e neste caso, identificou que a taxa de desocupação registrada no Maranhão foi de 10,7%. Essas informações possibilitam mensurar de forma mais abrangente os impactos da pandemia no mercado de trabalho. A pesquisa avaliou também a Taxa de Informalidade. No Maranhão ela atingiu os 50,6% durante o mês de maio.